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domingo, 8 de dezembro de 2013

GAIVOTA-VIDA

Poema e arte de autoria de Regina Célia de Jesus.
GAIVOTA-VIDA

Amor, amigo meu,
Queria tanto
                   Contigo conviver,
                   Soltar-se dos sonhos meus!
Ah! _Vida minha menina,
Presa nesse corpo-cela,
Neste amontoado de células
                   Que se agitam,
                                           Berram,
                                                        Gritam...
Eu entendo o teu recado;
(É tão simples, é tão claro);
                   _Queres brincar
                    De Viver,
                                     De sair por ai,
                                                            De ser!
E choras por não poder,
                     E gritas por não morrer.
                     Vai, insista mais uma vez;
                     Teima, teima até poder
E esquecer-te de cansar...
                     Vai, gaivota-vida
                      Sobrevoa a minha dor,
                      Solta-te do meu corpo;
                      Continua a buscar
                      Teu alimento
                                            Sagrado,
                                                          Sangrento:
                                                                          O amor!

(texto e imagem de Regina Célia de Jesus  - ano de 1989/ regininhailhabela; direito autoral reservado conforme a Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais. Se desejar copiar algo deste blog, leve os créditos e links completos) (publicado em http://www.astormentas.com/PT/par/poema/8996/GAIVOTA-VIDA).

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Para ti criarei um universo belo!


Que as estrelas emprestem seu brilho a ti;
Que Deus sempre esteja contigo;
Que a alegria passe por onde tu passas
Para ti desejo um dia lindo, puro;
Que seus caminhos sejam floridos,
e leves como uma brisa
a lhe afagar a alma!
(texto e foto: Regina Celia de Jesus)
 (Se desejar copiar algo deste blog, leve os créditos e links completos)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LANTEJOULA


Pequeno brilho esquecido,
no chão perdido...
Brilho na noite escura,
da fantasia púrpura.
Que fazes aí na avenida?
Choras por ter sido esquecida?
Rastro das noites de folia,
passagem de um sonho-alegria.
Resto de um carnaval,
lembrança de um alto-astral;
recordação de um beijo qualquer,
de um abraço que se quer.
Lantejoula perdida no chão
do quarto em solidão...
Testemunha de loucuras
nas noites escuras.
Réstia de luz no juízo ausente,
no desejo de sexo quente;
na ânsia dos corpos suados
necessitando sentirem-se amados,
nos conflitos da libertinagem
confundidos com liberdade.
Brilho cego desta paisagem,
vou dizer-te uma verdade:
_Lantejoula, perdida num cantinho,
tu és um pedaço de mau caminho!!!

(Poesia e imagem de Regina Célia de Jesus / regininhailhabela; direito autoral reservado conforme a Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais. Se desejar copiar algo deste blog, leve os créditos e links completos)
(Poesia escrita em 1982 porém somente publicada em 25/02/2012 em "http://www.astormentas.com/PT/par/poema/3661/LANTEJOULA" e em seguida neste blog)